A partida de Neymar do Al-Hilal, clube da Arábia Saudita, causou um intenso debate e diversas especulações, tanto entre os fãs quanto nos meandros do futebol internacional. Esse acontecimento foi impulsionado pelas declarações do técnico Jorge Jesus, que trouxe à tona detalhes sobre essa separação durante uma entrevista concedida a um canal de TV em Portugal. O cerne da questão gira em torno do fato de Neymar ter deixado a equipe com um sentimento de tristeza, especialmente após desentendimentos com o treinador.
Um aspecto peculiar no caso de Neymar foi a decisão de Jorge Jesus de não incluí-lo na segunda fase do Campeonato Saudita, mesmo após o retorno do jogador de uma séria lesão no joelho, agravada posteriormente por um problema muscular em outubro de 2023. No entanto, para muitos observadores, a questão central não estava apenas na condição física de Neymar, mas sim nas complexas regras de inscrição da competição, que impõem limites ao número de jogadores estrangeiros em cada elenco.
A exclusão de Neymar da lista de inscritos do Al-Hilal no Campeonato Saudita 2024/25 gerou uma série de especulações. Segundo as regras do torneio, cada time pode ter no máximo dez jogadores estrangeiros ao longo da competição. Desses, dois precisam ter nascido a partir de 2003, enquanto apenas oito podem ser escalados por jogo. Com outros talentos estrangeiros já registrados, a decisão de Jorge Jesus visava otimizar as escolhas disponíveis para a equipe.
No elenco estrangeiro do Al-Hilal, encontramos diversos atletas de renome internacional, como os brasileiros Renan Lodi e Malcom, bem como jogadores de outras nacionalidades, como João Cancelo, de Portugal, e Aleksandar Mitrovic, da Sérvia. Incluir Neymar exigiria, portanto, a exclusão de outro jogador, um dilema com o qual o treinador relutava em lidar.
Mesmo diante das dificuldades e dos desentendimentos, Jorge Jesus não poupou elogios a Neymar, chegando a afirmar que o considerava o melhor jogador com quem já trabalhou. Apesar de expressar o desejo de contar com Neymar em competições como a Liga dos Campeões da Ásia e o Mundial de Clubes, o jogador optou por retornar ao Santos, seu clube de origem. Essa tomada de decisão por parte do técnico reflete o reconhecimento do potencial do craque brasileiro, apesar dos obstáculos enfrentados.
Por outro lado, as declarações de Jesus não foram bem recebidas por Neymar, que se defendeu afirmando estar em plena forma e preparado para jogar, ressaltando sua capacidade de acompanhar o ritmo da equipe nos treinamentos e sua contribuição durante as sessões coletivas.
A lesão sofrida por Neymar durante um jogo entre Brasil e Uruguai nas eliminatórias deixou marcas profundas. Além das limitações físicas, as restrições do regulamento do Campeonato Saudita tornaram o retorno ao Al-Hilal um desafio logístico e tático. A completa recuperação de uma lesão tão grave demanda tempo e ajustes, coincidindo infelizmente com o planejamento estratégico do Al-Hilal, que já estava em curso com outros jogadores estrangeiros.
Dessa maneira, a situação de Neymar no Al-Hilal exemplifica as complexidades do universo esportivo, onde as decisões são influenciadas não apenas pelas habilidades e potencial dos jogadores, mas também por regulamentos, estratégias de equipe e dinâmicas internas. Ao regressar ao seu clube de origem, Neymar inicia um novo capítulo, possivelmente com a esperança renovada de que essa nova etapa traga sucesso e estabilidade.